Nudez, último véu da alma que ainda assim prossegue absconsa. A linguagem fértil do corpo não a detecta nem decifra. Mais além da pele, dos músculos, dos nervos, do sangue, dos ossos, recusa o íntimo contato, o casamento floral, o abraço divinizante da matéria inebriada para sempre pela sublime conjunção, Ai de nós, mendigos famintos: Pressentimos só as migalhas desse banquete além das nuvens contingentes de nossa carne. E por isso a volúpia é triste um minuto depois do êxtase.
19:09 - 30/06/2007
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